quinta-feira, 31 de julho de 2008

Eternamente SETE...

Confesso de antemão que estou muito emocionado.
Trata-se de meu cãozinho, o Sete, que hoje, infelizmente, foi levado daqui de casa. Já sinto muitas saudades...

Entendo que tudo ocorreu para o bem dele, o que me sustenta um pouco, mas esse bichinho estará sempre em minha memória e coração.

Se é ou não verdade, prefiro acreditar que estará em um lugar muito belo, se divertindo com seus "amiguinhos" cães e terá a oportunidade de gozar de tudo o que não o fez nesta vida.

Em casa, só a alegria de ter passado seis anos e meio vendo seus saltos, escutando seu latido, dando e recebendo carinho.

Obrigado!

Até qualquer hora amigão... Qualquer dia, a gente vai se encontrar!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Na sala de aula...

Fugindo dos textos científicos, peço permissão para me expressar a respeito de atitudes comuns de seres humanos. Não fiz nenhum estudo sobre o assunto, nem ao menos tenho algum embasamento teórico a respeito, mas noto as mesmas atitudes em todas as classes em que estive durante a faculdade e agora, oportunamente, na pós-graduação.
Nós, enquanto alunos, temos uma péssima mania (na minha opinião) de balançarmos nossas cabeças em sinal de positivo, ou seja, repetições no sentido vertical, quando os professores explicam algum determinado assunto olhando para gente. Às vezes nem estamos prestando atenção às aulas ou, mesmo, não estamos entendendo nada que nos é transmitido, mas isistimos em dizer que "sim" através de nossos movimentos. Será que, inconscientemente, nos sentimos acuados ou fazemos isto pra não deixar os professores sem graça - assim eles falam e são respondidos. Ou será uma forma estúpida de nos mostrarmos empenhados e atentos aos assuntos? Bom, minha intenção não é responder a pergunta, mas reparem no que vos digo! Cedo ou tarde se pegará neste mesmo cenário. Eu já me peguei...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A Artificialidade da Superficialidade Natural

Em tempos ditados pela incerteza e misturas de valores, notamos um bombardeio de informações jogadas às vidas das pessoas durante todo tempo. Novas tecnologias sendo utilizadas como fontes de propaganda e incentivo a compras e aquisições, culturas montadas a partir da televisão e um novo mundo sendo construído da maneira que as características da contemporaneidade nos instruem. Trancafiamos-nos dentro de casa e instalamos inúmeros aparatos ao nosso redor para gerarmos uma sensação mais real de segurança. Não conhecemos nossos vizinhos, não temos sequer tempo para almoçar ou curtir nossas famílias, não confiamos nas pessoas e, talvez a pior parte: não vivemos como queremos, mas segundo os olhos (que, diga-se de passagem, estão sempre abertos e nos vigiando todo o tempo) coercivos da sociedade. Certa ocasião, um sábio professor me fez a seguinte indagação: “Se você fosse você, quem você seria?”. Não soube respondê-lo.
No mundo onde a publicidade faz as regras e a estética passa a ser prioridade, os desejos são constantemente confundidos com as necessidades e, a partir daí, o “parecer ser / ter” tem muito mais valor e significado àquilo que, efetivamente, somos e temos. Mais uma vez, a mais insatisfeita das criaturas vai além e vemos isso transgredir severamente as esferas do bom-senso (de antigamente, pelo menos) e agora não nos contentamos apenas com bens materiais. Hoje, queremos mudar nosso comportamento e até nosso corpo. Precisamos trazer a dramaturgia ao nosso mundo real, afinal, quem não é “famoso” é chamado de “anônimo”, ou seja, não tem nome, nem expressão. Torna-se um indigente no meio de tantos artistas e celebridades que acabam sendo uma espécie de referência neste meio de vida tão vago e supérfluo.
Sempre que pensamos ter chegado ao limite dos absurdos, inventamos mais alguma coisa que nos prova o contrário. Hoje moldamos nosso corpo conforme nossa necessidade (ou desejo?). Nem mais nos sentimos satisfeitos da maneira que nascemos. E, parece incrível, mas já estamos acostumados com as novas tecnologias que entram no mercado a fim de mudarem o que somos também fisicamente. As mulheres podem aumentar ou diminuir os seios sem limites, engrossar as pernas ou “turbinar” o bumbum. Homens escolhem a cor de seus olhos, cabelos e, em uma semana, mudam o corpo como se tivessem freqüentado uma academia de ginástica por uns cinco anos. Estamos sem rumo, sem referência própria. Não sabemos sequer para onde ir. Talvez nem queiramos isto. Ao contrário da evolução, aparentemente estamos andando para trás, para um mundo sem personalidade e crítica, voltando aos tempos nômades.
O culto à imagem se ostenta ainda mais a cada dia. As grifes de marca buscam sempre novos meios para seduzirem as pessoas que se transformam em potenciais consumidores. O shopping – center se torna um local sagrado, com características e cultos próprios. As vitrines, como forma de sedução, instigam à felicidade, à aquisição de um produto contemplado por olhares de todos os tipos. O invólucro de vidro separa o desejo do poder, o real do simulacro. Aliás, na maioria das vezes não são produtos que nos são oferecidos, mas estilos de vida.
Somos consumidores e ponto final. O conceito de ser – humano passa a ter um papel secundário, mas ambos estão intrinsecamente ligados. Nosso grau de significância é baseado na potencialidade que temos em poder gastar, comprar, consumir. O ser – humano passa, de fato, a ser humano quando exprime seu papel de consumidor. Ainda em 1710, George Berkeley, filósofo irlandês, apresentou o princípio de que “ser é ser percebido” na obra Tratado sobre os princípios do conhecimento humano. Vivemos em função dos outros e nossa satisfação só se faz quando aprovada pela sociedade.
Essa relativização dos valores traz como conseqüência um aglomerado de pessoas inseguras e extremamente baseadas em sensações. O prazer momentâneo e as constantes reconfigurações dessa sociedade nos remetem ao imediatismo e à impossibilidade de criar um determinado formato a ela. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman, nos confere em seu livro, “Modernidade Líquida”, que a busca de cada indivíduo pela sua identidade vai de encontro às ações praticadas em nosso tempo e, quando comumente contaminada pelas ações atuais, não mostra força suficiente para enfrentar as divergências da sociedade do consumo.
A força exercida sobre cada cidadão é extrema. Nossa personalidade é, em grande parte, a união de características das outras pessoas. Meio obrigados, temos que seguir as “regras” impostas e caso não o façamos somos excluídos de nosso meio como um rebelde ou uma ovelha negra. Entretanto, até a contracultura muitas vezes passa a ser moda na contemporaneidade. Participar de movimentos alternativos ou usar camisetas contendo fotografias de líderes revolucionários que só conhecemos pelo nome faz sucesso. Aliás, os próprios movimentos alternativos contemporâneos não têm, em sua maioria, uma menção a ser seguida. Virou consumo, entretenimento. Coturnos, vestimentas negras, cabelos arrepiados e coloridos, piercings em lugares até então exóticos no corpo; enfim, tudo isso é comum em nosso cotidiano, mas quase nenhum desses símbolos traz uma representação expressiva.
Afinal, se não temos um pensamento para seguirmos ou uma referência em nossas vidas, estamos dispostos a qualquer coisa e não nos incomodamos com isso. Talvez, dentre as inúmeras anomalias e os modos de vida cada vez mais loucos a que nos adaptamos, a principal característica da sociedade contemporânea seja, exatamente, a de não ter característica alguma.

terça-feira, 15 de abril de 2008

A Cultura da Internet

Manuel Castells discorre sobre a “Cultura da Internet” a partir de uma articulação entre quatro camadas: a Tecnomeritocracia – excelência científica e tecnológica, normalmente advinda do mundo acadêmico, que trouxe grandes inovações e possibilidades legitimadas no sentido elementar decisivo para o progresso da humanidade; a Cultura Hacker – informal e virtual, fortaleceu a Cultura Tecnomeritocrática e tornou-a, de certa forma, independente dos poderes existentes, criando e disseminando tecnologia como bem entendem e partindo do princípio de liberdade de acesso (cooperação e comunicação livre); as Comunidades Virtuais – interconexões por redes sociais de todos os tipos, potencializando os alcances e usos de computadores em uma “nova sociedade” (adotaram valores tecnológicos da Tecnomeritocracia e compartilharam o valor da liberdade da Cultura Hacker, embora suas utilizações sejam voltadas à vida social); e, por fim, a Cultura Empresarial – que descobriu um novo lugar abundante em inovações tecnológicas e povoado por indivíduos com novas competências, e assim, orientada pelo dinheiro que obtinham, partiu para a conquista desse novo mundo colocando a internet num lugar soberano no mercado.
Notamos, então, que existe certa sincronia entre estas camadas, à medida que uma fornece subsídios à existência da outra: “A Cultura da Internet é uma crença tecnocrática no progresso dos seres humanos através da tecnologia, levada ao extremo por comunidades de hackers que prosperam na criatividade tecnológica livre e aberta, incrustada em redes sociais que pretendem reinventar a sociedade, e materializada por empresários movidos a dinheiro nas engrenagens da nova economia” (CASTELLS, p.53). Essas relações oferecem novos leques de possibilidades e uma busca continuada por novas opções / tecnologias / produtos.
A comunicação na contemporaneidade, em todos os seus aspectos, traz o sincretismo e a interação como alguns de seus pontos fortes. Este novo paradigma está sempre propenso a inovações e formatos que venham a interessar e facilitar e vida dos usuários (no âmbito individual e coletivo). Vemos cada camada cultural como sendo um degrau constituinte de uma escada comunicacional sempre em desenvolvimento, e todas estas camadas interligadas agregam novos valores e dependem uma das outras para constituir a Cultura da Internet que, apesar de suas características fixas, tem uma cara nova todos os dias.

Blog e Blogosfera

Inicio o "Rede Plurisingular" compartilhando algumas leituras recentes. Uma espécie de metalinguagem sobre Blog. Interessante algumas caracteríscas que nos fazem entender melhor este formato e que muitas vezes passam despercebidas em nossos acessos.

Os Blogs, como páginas pessoais da web, trazem a possibilidade de qualquer pessoa publicar o que quiser na rede. Não importando muito o designer ou a programação, eles têm suas referências nos usuários e nos conteúdos, criando vínculos a partir de temas semelhantes ou relacionáveis de interesses diferenciados.
Por meio de links a sites externos e comentários recebidos cada blog se adapta em uma comunidade (espécie de vizinhança) composta por outros blogs e pela familiaridade adquirida em seu grupo. A blogosfera se mostra como um meio social de opiniões, uma forma pessoal de contato e pontos de vistas, controle e crítica dos meios tradicionais de comunicação, etc. É um grande fator de mobilização social cujo objetivo comum é o conhecimento compartilhado. Sem dúvida trouxe uma “democratização” da internet, fazendo com que todos os usuários interessados participem da produção de conteúdo. Os blogs constituem comunidades ativas e interativas, com hipertextualidade e multimidialidade – características muito comuns na comunicação contemporânea. Desta forma uma nova estrutura sociocomunicacional vem sendo formada de maneira reticular e inovadora.
Segundo Orihuela, escritor e pesquisador espanhol, os blogs revolucionaram a maneira de gerar conteúdos on-line, impulsionaram comunidades com base no conhecimento e contribuíram para o aumento da relevância dos “produtos” na rede. Representam uma das zonas mais dinâmicas da internet, se projetam (se já não o é) como um potencial novo meio de comunicação on-line através da flexibilização de seus formatos, linguagem clara e transparente, convergência com outros meios. Isso pode criar uma recém “profissionalização” na qual o mantenedor de um blog (blogueiro) passa a ter credenciais de trabalho e obter dinheiro com suas publicações, o que por sua vez, traz maior consistência e exigência de credibilidade ao formato.Logo temos alguns exemplos específicos das transformações paradigmáticas dos processos sociocomunicacionais da contemporaneidade embutidos na evolução da blogosfera: multimidialidade – blog com fotos, imagens, vídeos, textos, links, etc. Ação partilhada / cooperativa dos usuários – através das postagens e dos comentários (da emissão / recepção à interlocução). Recursos hipermidiáticos – hipertextualidade, interatividade, etc. Tecnomeritocracia – a tecnologia possibilita uma ampla possibilidade de criação de blog, mesmo sem grandes conhecimentos técnicos por parte do usuário. Atualização quase que instantânea. Criação de redes sociais ou comunidades sociais virtuais. Dentre outros.

sábado, 5 de abril de 2008

Objetivo:

Uma associação do universo particular dos indivíduos às repercursões de massa geradas na contemporaneidade.
Os pensamentos coletivos e particulares que regem as tendências da sociedade.
Notícias importantes e outras nem tanto. Pontos de vista e comentários sobre diferentes assuntos.
Busca por audiência através de informação e entretenimento.